Projeto integrado Gerontologia

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DESCRIÇÃO

Projeto integrado Gerontologia

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3° semestre

A atividade avaliativa da disciplina Projeto Integrado tem como objetivo integrar os

conteúdos trabalhados no decorrer do semestre por meio das teorias estudadas e dos contextos reais

que serão vivenciados em sua prática diária enquanto um profissional. No desenvolvimento deste

projeto você será instigado a decidir, opinar, debater e constituir, com autonomia, o seu

desenvolvimento profissional de maneira interdisciplinar. A atuação na área de Gerontologia visa

formar especialistas no envelhecimento da população e em iniciativas para promover a qualidade de

vida dos idosos e, por isso, é essencial que a interdisciplinaridade seja uma das suas competências

como profissional da área.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Leia com atenção a descrição a seguir:

“Com 51 anos de idade, uma mulher apresentou ciúmes do marido como primeiro sintoma

evidente de sua doença. Logo uma rápida deterioração progressiva da memória tornou-se aparente;

ela não conseguia orientar-se na própria casa. Mudava objetos de lugar e os escondia. Algumas vezes,

acreditava que alguém queria matá-la e gritava.

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No hospital psiquiátrico, seu comportamento era marcado pela perplexidade. Ela estava

completamente desorientada no tempo e espaço. Ocasionalmente, salientava que não conseguia

compreender coisa alguma e nada lhe era familiar. Algumas vezes, ela cumprimentava o clínico como

se fosse um visitante e desculpava-se por não ter terminado seu trabalho, outras vezes gritava alto

que ele queria machucá-la, ou o repudiava indignada, indicando que temia que sua castidade fosse

por ele ameaçada. Algumas vezes, estava totalmente delirante, carregando a roupa de cama,

chamando seu marido e sua filha e parecia ter alucinações auditivas. Frequentemente, gritava com

voz pavorosa por várias horas.

Em razão de sua incapacidade de compreender a própria situação, ela sempre chorava muito

quando alguém tentava examiná-la. Somente depois de repetidas tentativas, por fim foi possível

conduzir alguma avaliação.

Sua capacidade de memória estava profundamente prejudicada. Se alguém lhe mostrava

objetos, ela em geral era capaz de nomeá-los corretamente, mas logo depois esquecia tudo. Ao ler,

confundia linhas, lia soletrando as palavras ou sem entonação, sem fazer sentido. Escrevendo, muitas

vezes repetia sílabas ou as omitia e perdia a concentração rapidamente. Ao falar, frequentemente

usava frases confusas ou parafasias (“jarro de leite” em vez de “xícara”). Algumas vezes notava-se

que ela ficava travada. Algumas questões, ela claramente não compreendia. Parecia não mais saber

o modo de usar alguns objetos… (Alzheimer, 1907)

Passado algum tempo, o embotamento progrediu. Após quatro anos e meio de doença,

ocorre a morte. No estágio final, a paciente apresentava completo estupor e permanecia com as

pernas dobradas junto de si, estava incontinente e, apesar de todo o cuidado, havia desenvolvido

escaras de decúbito.

Ao fazer a análise histológica, descobre que: […] Dentro de células aparentemente normais,

uma ou algumas fibrilas destacam-se nitidamente por sua espessura e impregnação [foi usado o

método de prata de Bielschowsky]. Mais à frente, muitas fibrilas paralelas com as mesmas mudanças

aparecem. Essas fibrilas agregam-se em feixes densos e eventualmente emergem na superfície da

célula. Finalmente, o núcleo e a célula fragmentam-se, e apenas um feixe emaranhado de fibras

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indica onde antes havia uma célula ganglionar. Como essas fibras podem ser coradas por corantes

diferentes dos usados para corar neurofibrilas normais, uma mudança química na substância fibrilar

deve ter ocorrido. Essa pode ser a razão para as fibrilas sobreviverem ao desaparecimento da célula

[…]. […] Por todo o córtex, particularmente nas camadas superiores, encontram-se focos miliares

ocasionados pela deposição de uma substância peculiar no córtex cerebral, que pode ser reconhecida

sem coloração e é bastante resistente à coloração”.

FONTE: CAIXETA, Leonardo et al.. Doença de Alzheimer. Porto Alegre: Artmed, 2012, p.19-21.

ATIVIDADE

A atividade consiste em apresentar, na forma de texto, as respostas para os desafios

apresentados na sequência:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a doença de Alzheimer como sendo uma

doença degenerativa cerebral primária, irreversível, insidiosa, evolutiva e fatal, afetando a formação

do hipocampo e, posteriormente, as áreas corticais, provocando um declínio cognitivo funcional,

acometendo em maior quantidade, pessoas da terceira idade. A maior causa dessa doença é a

genética, atingindo mais de 70% da população, outros fatores de risco incluem histórico de lesão na

cabeça ou hipertensão. (FERREIRA; BEZERRA; SILVA, 2021). Considerando a contextualização

apresentada, descreva a fisiopatologia da doença de Alzheimer e explique de que maneira a

reabilitação geriátrica poderia auxiliar a paciente.

Sendo a doença de Alzheimer uma doença neurodegenerativa, pode-se afirmar que seu

início é decorrente do processo de envelhecimento e, é notório que a população brasileira vem

envelhecendo! Em 2017 a população idosa no Brasil ultrapassou a faixa de 30,2 milhões com uma

estimativa de que, em 2025, o país seja o 5º do mundo com maior número de idosos. Esta marca

deve-se ao fato do aumento da expectativa de vida, diagnósticos precoces, descoberta de novas

medicações, ou seja, avanço na área da medicina de uma forma geral. Entretanto, o processo de

envelhecimento traz consigo o desenvolvimento de condições associadas à velhice, não tendo como

“fugir” desta situação. Diante disto, o diagnóstico de doenças neurodegenerativas, conhecidas como

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demências, começam a aparecer com mais frequência, dentre elas, a doença de Alzheimer (SILVA;

SARDINHA; LEMOS, 2020).

Todavia, os sintomas iniciais da doença de Alzheimer podem ser confundidos com o próprio

processo de envelhecimento natural, que envolve questões como: esquecimento, dificuldade de se

locomover, postura, marcha, equilíbrio, influenciando na qualidade de vida diária (de ALMEIDA;

PEREIRA, 2022). Diante disto, é possível afirmar que a doença de Alzheimer está relacionada à

senilidade ou à senescência? Justifique sua resposta apresentando a diferença entre estes dois

termos.

Diante deste contexto, quando um dos membros da família adoece, torna-se imprescindível

a participação deles nos cuidados, afinal há mudanças no equilíbrio do sistema familiar. De modo

geral, as mudanças provocam crises e desgastes, principalmente pela quebra da rotina, distribuições

forçadas e inesperadas dos papéis, aumento de custos, culpas, inseguranças entre outros impactos.

Diante da necessidade do idoso com doença de Alzheimer, da reviravolta nos papéis, funções e

funcionamento da dinâmica familiar, quase que inconscientemente elegem um membro da família

para ser o cuidador (CRUZ; HAMDAN, 2008 apud SILVA; SARDINHA; LEMOS, 2020). Assim, há um

grande impacto da doença na saúde mental do cuidador o que, na grande maioria dos casos, culmina

em um caso de estresse por parte deste. Sendo assim, como é possível conceituar o estresse? Além

disso, como é possível explicar os termos eustress e o distress?

Por fim, nota-se que o desafio de lidar com uma pessoa com doença de Alzheimer não é fácil.

São variados fatores que acabam levando os que estão ao redor, muitas vezes, à exaustão.

Entretanto, existem medicamentos que podem auxiliar na redução dos sintomas associados à

doença. Quais seriam os medicamentos indicados para a doença de Alzheimer e por quê?

REFERÊNCIAS SUGERIDAS

CAIXETA, Leonardo et al.. Doença de Alzheimer. Porto Alegre: Artmed, 2012, p.19-21.

FERREIRA , M. A. dos S. ., BEZERRA, J. B. P. ., SILVA, W. N. F. D. ., & FERREIRA, M. R. D. S. . A

intervenção do fisioterapeuta na doença de Alzheimer: revisão literária. Rev Multid Em Saúde. v.2,

n.3, 2021.

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SILVA, N.P.da; SARDINHA, L.S.; LEMOS, V.A.. A doença de Alzheimer na saúde mental do cuidador.

Rev Diál Interd. V.9, n.4, 2020

de ALMEIDA, C.R.; PEREIRA A.B.C.N.G. Análise do panorama epidemiológico brasileiro da doença de

Alzheimer de 2008 a outubro de 2020. Rev de Saúde. v.13, n.1, dez-mar, 2022. p.54-60

ROSAL, A. S. R. Psicologia aplicada à saúde. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A.,

2016.

DINIZ, L. R. Geriatria. Rio de Janeiro: Medbook, 2020. Disponível em: https://bit.ly/3HTVWfj. Acesso

em: 27 jun. 2022.

MENDES, T. A. B. Geriatria e gerontologia. Barueri, SP: Manole, 2014. Disponível em:

https://bit.ly/3ONTQQb. Acesso em: 27 jun. 2022.

 

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