Aula Prática Elementos de máquinas

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ROTEIRO DE AULA PRÁTICA

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NOME DA DISCIPLINA: FUNDIÇÃO E PROCESSOS SIDERÚRGICOS

Unidade: U3 _ UNIDADE DA DISCIPLINA RELACIONADA A AULA PRÁTICA

Aula: A2_ Contração, concentração de impurezas, desprendimento de

gases

Tempo previsto de execução de aula prática: 5h (CAMPO OBRIGATÓRIO – NÃO APARECER EM

NENHUM RAP)

OBJETIVOS (campo obrigatório – exibição para todos)

Definição dos objetivos da aula prática:

Os massalotes são elementos importante no processo de fundição, utilizados para compensar a

contração do metal durante a solidificação e o resfriamento dentro do molde. Eles funcionam

como reservatórios de metal líquido, fornecendo material adicional para preencher as cavidades

que se formam à medida que o metal esfria e se contrai. O posicionamento e o dimensionamento

adequados dos massalotes são essenciais para evitar defeitos como porosidade e cavidades

internas nas peças fundidas, garantindo a integridade estrutural e a qualidade da peça final. O

projeto eficiente dos massalotes é, portanto, um aspecto vital no planejamento de moldes para a

produção de componentes metálicos de alta precisão.

Os objetivos desta aula prática, são:

1. Compreender os princípios do massalote;

2. Realizar os cálculos para dimensionamento dos sistemas de canais e dos massalotes;

3. Determinar a eficiência do dimensionamento.

INFRAESTRUTURA (OBRIGATÓRIO SE HOUVER – EXIBIÇÃO DOCENTE/TUTOR)

Instalações – Materiais de consumo – Equipamentos:

LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

Materiais de consumo:

NSA.

LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

Equipamentos:

Computador – 1 para cada 2 alunos

Microsoft Excel (ou similar) – 1 para cada computador

SOLUÇÃO DIGITAL (OBRIGATÓRIO SE HOUVER – APARECER PARA TODOS)

Público3

Infraestrutura mínima necessária para execução.

• Planilha Eletrônica (Microsoft Excel)

As planilhas eletrônicas, como o Microsoft Excel, são ferramentas fundamentais na engenharia,

permitindo a manipulação eficaz e precisa de dados para uma variedade de aplicações

técnicas. Engenheiros utilizam essas planilhas para calcular cargas, dimensionar componentes,

analisar dados experimentais e modelar sistemas complexos. O Excel suporta funções

avançadas que facilitam desde análises estatísticas até simulações de cenários, e sua

capacidade de integração com outras ferramentas técnicas amplia seu uso na automação de

tarefas repetitivas e na otimização de processos. Além disso, as planilhas oferecem

visualizações gráficas de dados, essenciais para a apresentação e interpretação de resultados

em projetos de engenharia.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) (CAMPO OBRIGATÓRIO – APARECER

PARA TODOS)

NSA

PROCEDIMENTOS PRÁTICOS (OBRIGATÓRIO – TODOS)

Procedimento/Atividade nº 1 (Virtual)

Atividade proposta:

Projetar um sistema de canais e massalotes, a fim de garantir uma melhor eficiência para

a fundição da peça atracador porca-borboleta.

Procedimentos para a realização da atividade:

Link do vídeo ilustrativo da aula:

Passo-a-passo do procedimento para a execução da atividade/procedimento prático.

INTRODUÇÃO

O sistema de canais tem como função permitir o completo enchimento da cavidade do

molde prevenindo o surgimento de defeitos, inclusão de areia ou escória, não permitindo

que a contratação líquida provoque falhas internas na peça. Ele deve ser eficiente,

Público4

evitando a absorção de gases, entrada de partículas estranhas e ter peso mínimo em

relação à peça. Sendo projetado de forma que o metal seja solidificado do ponto mais

distante da alimentação para o ponto mais próximo. Na figura1 vemos que, este é

formado por bacia de vazamento, canal de descida, canal de distribuição e canal de

ataque. Sendo pelo canal de ataque que o metal líquido escoa para atingir e preencher a

cavidade do molde.

Figura 1 – Elementos básicos de um sistema de alimentação

Fonte: Bastos (2013, p. 7)

• Critérios para o dimensionamento do sistema de canais de entrada:

Temos dois sistemas de canais de entrada: pressurizado e não-pressurizado. O sistema

pressurizado nos dá uma maior garantia de que os canais de mantenham sempre cheios,

evitando aspiração de ar, neste tipo de sistema há uma diminuição gradativa da área ou

somatório de áreas, dos canais ao passarem do canal de descida para o ataque. Porém,

com aumento da pressão e velocidade do líquido, aumentam os riscos de lavagem da

areia e turbulência. Quando se prioriza o enchimento lento, a fim de evitar formação e

arraste de filmes de óxidos, a melhor opção é pelo sistema não-pressurizado. Os

sistemas pressurizados são geralmente utilizados em ligas ferrosas (aços e ferros

fundidos), enquanto para ligas não ferrosas, os sistemas são quase todos

despressurizados.

Na figura 2 pode se observar um sistema de canais de entrada e as áreas S1, S2 e

Si como sendo:

S1 – área da seção mínima do canal de descida;

Público5

S2 – área da seção máxima do canal de distribuição. Se há mais de um canal de

distribuição, essa área é a soma das seções máximas dos canais de distribuição

que convergem para um mesmo canal de descida;

Si – área da seção mínima de cada canal de ataque.

Figura 2 – Sistema de Canais de Alimentação

Fonte: Bastos (2013, p. 9)

A eficiência do sistema de canais é devidamente alcançada quando se é evitado, a

entrada de partículas estranhas, absorção de gases e peso mínimo em relação à

peça

É necessário que, o canal de descida tenha uma forma cônica para se conferir a

pressurização e assim evitar a aspiração de ar, e em sua base um formato de ovo,

amortecendo a turbulência que pode gerar gases.

Para minimizar a turbulência e aspiração de ar é necessário que o sistema tenha as

seguintes ferramentas: bacia de vazamento, fundo de canal, canal de descida cônico e

cantos arredondados. Podemos optar pelo sistema de canais pressurizado ou nãopressurizado. No sistema de canais pressurizado temos um enchimento gradativo,

mantendo assim os canais sempre cheios e evitando aspiração de ar. Aumentando a

velocidade do líquido e pressão, aumentam os riscos de turbulências e arrastes de areias.

Porém, no sistema de canais não-pressurizado é utilizado para ligas fortemente oxidáveis

e seu enchimento é lento, com finalidade de se evitar formação e arraste de filmes óxidos.

• Critérios para o dimensionamento do Massalote

O massalote é uma reserva de metal líquido adjacente à peça, que tem a função de

compensar a contração líquida e de solidificação. O dimensionamento dos massalotes

Público6

deve considerar que a solidificação dos massalotes ocorra após a solidificação da peça.

O massalote deve se localizar em partes da peça que se solidificam por último, conter

metal líquido suficiente para compensar o efeito da contração e representar mínima

massa relativa à massa da peça, por questões de custo do material empregado. Para o

dimensionamento e o uso de alimentadores, utilizaremos a equação de Chvorinov, o

método dos módulos e a regra da contração. O tempo de solidificação da seção de uma

peça pode ser expresso pela equação de Chvorinov.

Como C é uma constante, isso indica que a relação (V/S) é que determina a sequência

de solidificação da peça. Essa relação é chamada de módulo parcial de solidificação da

peça. Pela regra dos módulos, o cálculo dos módulos de cada segmento é feito da

seguinte forma: M é o módulo do segmento da peça em cm; V é o volume do segmento

da peça em cm³; S é a área do segmento da peça em contato com o molde em cm². O

tempo de resfriamento de uma peça ou o elemento da peça é a função de seu módulo

parcial de resfriamento M. Para que o massalote solidifiquese após a peça, é preciso que

ele tenha um módulo (Mm = módulo do massalote) superior ao módulo da peça (Mp).

Após definido que o massalote se solidificará depois da peça, verificamos por meio da

“regra da contração” se ele terá volume suficiente para alimentar a parte da peça à qual

se destina. Para o cálculo do massalote da região a alimentar, usamos a regra dos

módulos, que deve expressar a seguinte relação:

Em que: k é um coeficiente que depende das condições de funcionamento do massalote

e é representada pela Quadro 1.

Público7

Quadro 1 – Valores do coeficiente K para condições de funcionamento do massalote

Fonte: Livro didático

Depois de obter o valor do módulo do massalote pode-se determinar o diâmetro d

e demais dimensões, a partir das fórmulas:

• Massalote de topo aberto, com pó isolante: d = 4.Mm

• Massalote lateral cego: d = h = 4,56.Mm; H = 1,5.d; I = (π.d2

) / 10

Onde h é à distância do topo da peça ao fim da seção cilíndrica; H, distância topo da peça

ao topo do massalote e l área da seção estrangulada.

A regra da contração é aplicada para confirmar o requisito volumétrico. Em que o

massalote deve conter metal líquido suficiente para compensar a contração metálica

Vm = volume do massalote

r = coeficiente de contração volumétrica.

Vp = volume da peça

Sendo, k” depende das condições do massalote conforme mostra a Quadro 2.

Quadro 2 – Valores de K” para diversas condições

Fonte: Bastos (2013, p. 22)

Público8

Quadro 3 – Contração Volumétrica para diversas ligas

Fonte: Bastos (2013, p. 23)

DIMENSÕES DA PEÇA A SER FUNDIDA

A atividade a ser desenvolvida é baseada no atracador porca-borboleta feita de cobre.

Figura 3 – Desenho com as dimensões da peça atracador porca – borboleta

Quadro 4 – Composição da liga da peça atracador-porca borboleta

Público9

Inicialmente, e com o intuito de determinar as zonas a ser alimentada pelos massalotes

a peça é dividida em geometrias simples. Neste estudo a peça atracador borboleta foi

dividida num cilindro central (vermelho) e dois retângulos para as hastes da peça (azul).

Figura 4 – Divisão da peça em geometrias simples para os cálculos

A ordem de solidificação é determinada pelo cálculo dos módulos das variadas partes da

peça e os pontos quentes que se solidificam por último e que serão alimentados pelos

massalotes. O módulo é a relação entre o volume (cm3

) e a área (cm2

) que efetivamente

participa do resfriamento, ou seja, a área superficial que está em contato com o molde.

Quanto menor for o módulo, menor será o tempo de solidificação e peças de mesmo

módulo M se solidificam no mesmo tempo, independentemente de sua geometria.

A quantidade mínima de massalotes é definida através da regra da zona de ação, existe

uma região no entorno do massalote definida por um círculo de raio r que define a

distância ao longo da peça, na qual o massalote é efetivo. O raio de ação de um

alimentador pode se determinar em função da espessura de uma placa de aço, sendo o

raio igual a 2 vezes a espessura da placa. Pode não ser suficiente a colocação de apenas

um massalote para eliminar rechupes em toda a peça. As alternativas seriam a colocação

de um segundo massalote, a utilização de resfriadores ou o isolamento térmico da seção

mais fina. A utilização de resfriadores aumenta o raio de ação do alimentador sendo neste

caso igual a 4,5 vezes a espessura da placa mais duas polegadas, como se esquematiza

na figura 5

Tipo

Cópia, Exclusivo

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